domingo, 28 de março de 2010

Talvez não morto, mas soterrado (ou começo a reconhecer)

Havia uma causa.
E havia uma casa.

Uma boa casa, grande e sólida, em meio ao verde.
Havia uma boa família, grande e sólida, abrigada na casa em meio à vida.
Havia.

Ainda vou lá, a casa não em nada mudou.
Mas agora, do outro lado do morro, há uma cidade que não reconheço.
É curioso, estimulante.

É assustador como o impulso de ir àquela cidade me toma de assalto.
Mais assustador é eu agir impulsivamente.
Do outro lado do morro, há uma cidade que desperta em mim uma estimulante curiosidade.

Não me reconheço.
Ou começo a reconhecer.

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