domingo, 25 de abril de 2010

Talvez não morto, mas soterrado (Um abraço verde)

A mata passou a morar na casa sem permissão, mas veio com tamanha mansidão, ocupando os espaços sem medir forças com a sagrada solidez daquele recanto, que fui deixando estar, mas sempre atenta para acabar com aquela invasão ao mínimo detalhe que pusesse em risco a vida da casa.
Com o tempo, fui gostando daquele abraço verde, meu cantinho foi se tornando mais aconchegante, não havia invasão, havia integração.

Só muito tempo depois é que soube: a mata foi purificando o sangue da casa.