Do outro lado do morro, há uma cidade que desperta em mim uma estimulante curiosidade.
Atravesso o mato, passo o rio, subo o morro, desço o morro e lá estou.
Há carros, casas, muitas ruas, muita gente.
Há um clube! E essa tal de piscina, um buraco de água azul que nem azul é.
Sempre me perco.
Aqui, assustada, com o coração batendo no compasso de meu desespero, nada entendo.
Não sei por que me afasto da casa, do meu refúgio em meio à mata, do rio que num belo capricho formou uma sanga.
Esse impulso de ir àquela cidade já adentrou meu ser.
Naquele cantinho que ainda resta inteiro, vejo a mata que já mora também na casa.
Ah!
Foi assim que começou.
Agora sei.
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