segunda-feira, 29 de março de 2010

Talvez não morto, mas soterrado (um buraco de água azul que nem azul é)

Do outro lado do morro, há uma cidade que desperta em mim uma estimulante curiosidade.
Atravesso o mato, passo o rio, subo o morro, desço o morro e lá estou.
Há carros, casas, muitas ruas, muita gente.
Há um clube! E essa tal de piscina, um buraco de água azul que nem azul é.

Sempre me perco.

Aqui, assustada, com o coração batendo no compasso de meu desespero, nada entendo.
Não sei por que me afasto da casa, do meu refúgio em meio à mata, do rio que num belo capricho formou uma sanga.

Esse impulso de ir àquela cidade já adentrou meu ser.

Naquele cantinho que ainda resta inteiro, vejo a mata que já mora também na casa.
Ah!
Foi assim que começou.
Agora sei.

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